sexta-feira, 4 de junho de 2010

O estranho homem


A cidade está vazia, uma chuva fina cai sobre ela. As lojas já se fecharam e já não é mais o sol que ilumina as ruas.
Um estranho anda em meio as poças. Não se veste, simplesmente cobre seu corpo com alguns trapos, que se confundem com sua vasta cabeleira e espessa barba.
Carrega consigo uma pequena caixa, mas carregava-a como se aquilo fosse sua própria vida. Seus passos são miúdos mas rápidos, como se estivesse a fugir de algo.
A chuva engrossa e os poucos que cruzavam com aquele homem agora se abrigavam.
Junto daquele estranho homem havia um cão, um alguém que pudesse ouvir suas dores. Aquele homem continuava seu destino seguido de seu cão e ainda guardando sua pequena caixa entre seus braços, junto ao peito; não parava, nem olhava; algumas janelas se atreviam a entreabrir, para admirar os fenomenais pintos de chuva que, entre eles, caminhava o estranho homem.
Parou a chuva, um sol tímido se alevantava no horizonte, outro dia começava.
Pessoas, mil pessoas cruzavam com aquele homem; nem o notavam, pois a máscara que escondiam aqueles rostos não deixava que o notassem, mas ele também não se preocupava com isso, continuava seu caminho.
A pequena caixa continuava em seus braços e aqueles passos rápidos continuavam a ganhar as distâncias.
O estranho homem andava e as poucas pessoas que lhe dirigiam os olhares retratavam calúnias ou interrogações.
Eu sai do meu cativeiro e tentei me aproximar dele, mas ele parecia me fugir dos olhos.
Até que uma hora consegui pará-lo.
-Que fazes homem?
-Guardo minhas lembranças.
-E onde as guarda?
-Nesta pequena caixa.
-Poderia saber quais são essas lembranças?
E o estranho homem abriu sua pequena caixa e nela haviam três gotas.
-O que é isso?
-São três lágrimas.
-Já choraste algum dia?
-Sim, três vezes.
-E o que dizem as lágrimas?
-A primeira foi quando nasci, a segunda quando descobri que estava só no mundo, e a terceira quando descobri que também era um "ser humano".


Ivan Rossi
Outubro/1975

terça-feira, 15 de dezembro de 2009



O tempo é muito lento para os que esperam.

Muito rápido para os que têm medo.

Muito longo para os que lamentam.

Muito curto para os que festejam.

Mas para os que AMAM,
O TEMPO É ETERNIDADE.
(autor desconhecido)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009


Não pensa mais nada

No final dá tudo certo

De algum jeito

Eu me acerto

Eu tropeço

E não passo do chão

Pode ir que eu agüento

Eu suporto a colisão

Da verdade na contra-mão...



Eu sobrevivo

E atinjo algum ponto

Eu me apronto pro dia seguinte

Escovo os dentes

Abro a porta da frente

Evito a foto sobre a mesa

E ninguém aqui vai notar

Que eu jamais serei a mesma!


Que eu jamais serei a mesma...



Eu me acerto ; Zélia Duncan

sexta-feira, 4 de setembro de 2009


Para ficar bela...


Pinte-se com a sua mais bela maquiagem de simpatia.
Um pouco de sinceridade para os olhos
Saúde para deixar as bochechas coradas, suavemente
Nos lábios, deslize inteligência
Por cima do batom, um bilho sabor sutileza cai muito bem!
Delicados brincos de silêncio; para aqueles momentos em que é preciso ouvir
Para vestir: altruísmo, vivacidade e energia!
Azul, amarelo, rosa ou lilás...cores para alegrar o dia.
Calce confiança e pró-atividade; são confortáveis e te levam à muitos lugares
Para as mais desinibidas, uma fita de sensualidade nos cabelos
Uma boa borrifada de bom humor e, pronto!

Bem vinda ao mundo da verdadeira moda!

A tendência: ser você! ... ainda melhor! =)
Thays Rossi.

domingo, 16 de agosto de 2009


Could you move in slow motion?
Everything goes by so fast
Just slow down a little
Save the best part for last

You speak in riddles
Your intentions turn me on
I'm yours forever
Will you love me when I'm gone? (When I'm gone)

You're an unfenced fire
Over walls we've trembled
It's you I admire
My living example

Your eyes are an undiscovered ocean far away
Any minute now keeping
both poets and priests at bay
Don't get ahead of me
Could we just this once see eye to eye?
What you want full haunts me
Ask me how it feels to vie (to vie)

You're an unfenced fire
Over walls we've trembled
It's you I admire
My living example

It's a photograph discovered
A decade after
It's a cannon blast disguised as a
Firecracker
It's enough to bring a brick wall to its knees

And sing, please

Could you move in slow motion
Everything goes by so fast
Just slow down a little
Save the best part for last (for last)

You're an unfenced fire
Over walls we've trembled
It's you I admire
My living example
My living example

It's you I admire

My living example...



Admiration ; Incubus.

quarta-feira, 10 de junho de 2009


De um belo sonho, a menina acorda
Com um sorriso nos lábios, olhos brilhantes, cor de mel
Corpo e coração quentes
Feliz.

Preguiçosa, não sai da cama
'Só mais um pouquinho'
Abraça o travesseiro tentando suprir a saudade
Respira fundo
Feliz.

Espreguiça, tentando fugir da preguiça
'Mas pra quê levantar-me?'
'Só mais um pouquinho'
E viaja em pensamentos
Feliz.

Como um filme, relembra cenas de um belo sonho
Nem percebe que o dia já nasceu
O sol sutilmente deita-se sobre suas pernas
Aquece a menina preguiçosa
E Feliz.

No silêncio do quarto, a menina parece até música escutar
Som sem melodia
Frases sem rimar
Ela fala de uma menina
Uma menina Feliz.

A manhã inteira se vai e ela fica assim
Aquecida
Com o corpo mole
Distraída


Sem se importar com as horas

Feliz

Feliz da vida.

sábado, 30 de maio de 2009


O medo vem do desconhecido

Antes eu tivesse mentido

Sobre tudo que havia sentido

Sobre o carinho que havia nascido

Sobre a reação que você havia surtido

Antes eu tivesse me protegido

Do sedutor sonido

Que de suas palavras havia surgido

É, coração...

Quem mandou ser tão destemido?

Quem mandou não me dar ouvido?

Antes eu tivesse sumido

Antes tivesse me escondido


Antes...bem antes.


Thays Rossi.